É quase um tabu falar na operação máscara negra em Guamaré.

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É quase um tabu falar na operação máscara negra em Guamaré.
É quase um tabu falar na operação máscara negra em Guamaré.

É quase um tabu falar na operação máscara negra em Guamaré. É uma frase quase que impronunciável em quase todas as rodas da sociedade guamareense. Mas o que é inegável é a maldita herança deixada pelos atores do maior esquema de desvio de dinheiro público desvendado em Guamaré.

Desde o mês de abril de 2013, mês em que foi deflagrada a operação, não se tem mais um evento de futuro em Guamaré. Sob a desculpa de que o ‘Ministério Público proibiu’ não se faz mais uma festa que anime a população do município. São sempre atrações pífias e ridicularizadas pelo público. Estamos nos aproximando de mais um réveillon e pelo sétimo ano consecutivo a Secretaria de Turismo vai promover mais um evento de fundo de quintal.

É quase um tabu falar na operação máscara negra em Guamaré.
É quase um tabu falar na operação máscara negra em Guamaré.

A verdade é que o Ministério Público nunca proibiu nada. O que o MP combate sãos os desvios e os roubos do dinheiro público. Se o município fizer contratações sérias e sem roubos nenhum promotor irá se meter nisto.

Os eventos movimentam a economia da cidade, isto é inegável. O processo é simples de entender: a prefeitura investe em atrações interessantes, os turistas e o público são atraídos e movimentam o triplo do dinheiro que foi investido na cidade.

Isto é um fato! Quem é comerciante sabe disto e amarga estas perdas em Guamaré há quase uma década. Todos se perguntam: até quando vai ser assim? Entra ano e sai ano e nada muda.

A verdade é que a herança da máscara negra vai muito além dos prejuízos para os comerciantes. O município continua sendo lesado nos bastidores por aqueles mesmos que causaram os desfalques que desencadeou a famigerada operação. Tem ex-prefeito que aluga prédio em nome da mãe, ex-secretário preso que nomeia a esposa para cargo comissionado, irmã de ex-prefeito que atua nos bastidores do jurídico, enfim, é um ninho de serpentes onde poucos se atrevem a chegar perto. E nisto o bolso do contribuinte continua sustentando grande parte dos réus da Máscara Negra.

Lava-se dinheiro de todo jeito no município Guamaré. A turma que foi proibida de ocupar cargos públicos continua dando as cartas nos bastidores. E muitas vezes nem tão escondida assim. São pousadas, casas de jogos, Igrejas, laranjas que ocupam cargos comissionados no lugar do réu, aluguéis de imóveis, aluguéis de máquinas, jetons e diárias fabricadas para continuarem mantendo todo mundo de boca fechada e barriga cheia.

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Enquanto os herdeiros da máscara negra continuam sendo abastecidos por métodos escusos a pobreza e o desalento aumentam no município de Guamaré. É preciso coragem e pulso para dar um basta nisto. De 2009 para cá, temos particamente um década perdida em nosso município, onde quase nada avançou, as oportunidades foram escassas e os bolsos de um pequeno grupo ficou cheio.

Por isto que falar da máscara negra é um tabu em Guamaré: porque dói. Porque toca na ferida da alta sociedade. Alguém pode se sentir ofendido por se falar em máscara negra, mas não se pode dizer que o que foi citado aqui neste texto é mentira. Pois contra fatos não há argumentos.

Que venha 2020 e que o novo ano traga aos guamareenses a consciência que já basta, já deu. Precisamos iniciar uma nova década com o pé direito oxigenando a política local e acabando com essa herança maldita quem impera em nossa querida cidade.

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