A gestão da prefeita Marina Trindade tem sido alvo de questionamentos após a divulgação de dados que apontam gastos expressivos com serviços de mídia, publicidade e divulgação institucional. Em pouco mais de um ano de administração, as despesas nessa área já se aproximam da marca de R$ 1 milhão, valor considerado elevado para um município do porte de Pedro Avelino.
Os números oficiais mostram que, somente ao longo de 2025, a Prefeitura desembolsou R$ 584.749,40 com contratos relacionados à publicidade institucional e divulgação de ações governamentais. Os gastos abrangem serviços de mídia, produção de conteúdo e campanhas de comunicação financiadas com recursos públicos.
O que chama ainda mais atenção é que, nos primeiros quatro meses de 2026, os gastos continuaram em ritmo acelerado. Entre janeiro e abril, já foram desembolsados R$ 354.677,70 com a mesma finalidade, demonstrando que a política de investimentos em publicidade segue sendo uma das prioridades da atual gestão.
Somados os dois períodos, os gastos alcançam R$ 939.427,10. O montante levanta questionamentos sobre a necessidade e a proporcionalidade dessas despesas diante das demandas enfrentadas pela população em áreas consideradas essenciais, como saúde, infraestrutura e assistência social.
Outro aspecto que desperta preocupação é a origem de parte dos recursos utilizados nos pagamentos. Levantamentos indicam a utilização de verbas federais vinculadas à saúde para custear despesas com mídia institucional, situação que exige atenção especial dos órgãos de fiscalização e controle.

A legislação permite a divulgação de campanhas de interesse público relacionadas à saúde, desde que haja finalidade educativa, preventiva ou informativa claramente demonstrada. No entanto, especialistas destacam que a aplicação desses recursos deve estar devidamente justificada e acompanhada de comprovação efetiva dos benefícios gerados à população.
Diante desse cenário, o caso pode despertar o interesse de órgãos responsáveis pela fiscalização da aplicação de recursos federais, como a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União. Esses órgãos costumam avaliar se os recursos foram utilizados dentro das finalidades previstas e se houve observância dos princípios da legalidade, economicidade e interesse público.
Enquanto os números seguem gerando repercussão, cresce a cobrança para que a Prefeitura apresente esclarecimentos detalhados sobre os contratos firmados, os critérios utilizados para os pagamentos e os resultados efetivamente alcançados com as campanhas publicitárias. Para muitos moradores, a principal pergunta permanece sem resposta: os quase R$ 1 milhão gastos em publicidade trouxeram benefícios concretos para a população ou serviram apenas para ampliar a divulgação institucional da gestão?







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